terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A BEIRA DA ETERNIDADE


Á Beira da Eternidade






Lar doce lar!

River Glen era o lugar perfeito para Dana Brantley recomeçar a vida após ter enfrentado anos turbulentos.
Pequena e pacata, a cidade na costa do Potomac era como um pedaço do paraíso. Entretanto, seus novos vizinhos tinham outros planos para Dana. Afinal, ela parecia ser a mulher ideal para Nicholas Verone, o solteiro mais cobiçado do local!
Até mesmo Nick e seu filho de dez anos concordavam com essa opinião… Intrigado pelo ar misterioso de Dana, ele não desistiria até encontrar um caminho para o coração dela. Entretanto, Nick apenas descobre uma alma frágil e ferida… Agora, o único meio de convencer Dana a permanecer em River Glen é usando seu charme e a promessa de que ao seu lado ela terá o lar que há muito deseja…

Capítulo Um

O arbusto de lilases parecia prestes a engolir os degraus da frente da casa. Os galhos indomáveis pendiam carregados com frágeis flores roxas banhadas pelo orvalho, que perfumavam a fria manhã de sábado com um glorioso aroma adocicado.
Dana Brantley, com uma tesoura de jardim de aparência letal nas mãos enluvadas, estudou os galhos crescidos com desânimo. Em algum lugar por trás do arbusto havia uma pequena varanda protegida com tela contra insetos. Com uma poda estratégica, poderia sentar-se lá e contemplar as nuvens carregadas descerem sobre o rio Potomac. Apreciar os primeiros raios de sol da manhã refletirem nas águas serenas. Essas possibilidades figuraram entre as principais atrações da casa, ao vê-la pela primeira vez, algumas semanas atrás. Deus sabia que o lugar não possuía muitos outros atrativos evidentes.
Na verdade, se encontrava em péssimo estado de conservação. O piso de madeira da varanda exibia um acentuado desgaste pelas centenas de pés descalços e sujos de areia que ali pisaram ao longo do tempo. O quintal estava repleto de ervas daninhas, que chegavam a atingir a altura das poucas estacas remanescentes na cerca. A tinta amarela nas paredes da casa estavam descascando e as venezianas das janelas inclinavam-se de forma precária. O ar no interior dos quatro cômodos, desarrumados, cheirava a mofo devido aos anos de desuso. O fogão era uma relíquia de outra época distante. A porta da geladeira pendia, presa apenas por uma dobradiça enferrujada, e o encanamento estalava e gemia como um velho ranzinza.

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